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5 coisas que eu faria diferente se começasse meu blog hoje

Criar um blog do zero é uma jornada cheia de aprendizados, alguns leves, outros nem tanto.

Quando olho para trás, vejo com clareza o que faria diferente se tivesse a oportunidade de recomeçar. Não digo isso com arrependimento, mas com a certeza de que os tropeços me ajudaram a entender o que realmente importa.

Se você está começando agora ou pensando em recomeçar um blog, talvez este artigo te poupe tempo, ansiedade e algumas noites em claro.

Aqui vão os principais pontos que eu mudaria se tivesse que começar tudo de novo hoje.

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Fonte: Reprodução

O que eu faria diferente se começasse meu blog hoje?

1. Eu não perderia tanto tempo com o layout

Quando comecei, passei dias (quase semanas!) trocando cores, fontes, mexendo em detalhes mínimos como o tamanho dos botões ou o espaçamento entre parágrafos. Ficava horas testando combinações que, na prática, ninguém além de mim sequer notava.

A verdade é que ninguém abandona um conteúdo útil porque o botão estava um tom acima do verde ideal. Mas muita gente desiste de um blog porque nunca saiu da fase de “aperfeiçoar o visual”.

O que eu aprendi com o tempo é que o layout, apesar de importante, não é o fator que define o sucesso de um blog nos primeiros meses.

O que realmente importa no início é:

  • Um layout leve, funcional e responsivo.
  • Boa leitura no celular (mais de 95% do meu tráfego hoje vem de dispositivos móveis).
  • Foco total no conteúdo e na experiência do leitor.

A maioria das pessoas que acessam meu blog usam o celular. Isso significa que aquele layout super rebuscado que parece incrível no desktop simplesmente não aparece da mesma forma para a grande maioria do público.

Então, qual é o sentido de investir tanto tempo em algo que pouca gente vai realmente ver ou se importar no começo?

Foco em responsividade e desempenho. Isso não quer dizer fazer de qualquer jeito ou deixar o visual desleixado, longe disso. Mas é entender que, no início, o blog precisa ser funcional, rápido e agradável de navegar. Só depois, quando o projeto estiver mais robusto, com conteúdo consistente e tráfego recorrente, aí sim faz sentido investir em melhorias visuais mais avançadas, contratar um designer ou explorar personalizações mais complexas.

Dica prática: escolha um tema simples, bem avaliado e otimizado para SEO e dispositivos móveis. Foque sua energia em escrever, publicar e entender o seu público. A parte estética pode (e deve) evoluir com o tempo, mas o conteúdo precisa nascer desde o começo.

2. Teria estudado mais sobre escrita para blog

Escrever para blog vai além de escrever bem.

Quando comecei, meus textos até eram corretos, mas pareciam redações de escola ou rascunhos de diário: bem escritos, sim, mas sem estrutura pensada para quem lê na internet.

Com o tempo, aprendi que um bom conteúdo para blog precisa mais do que ser “bem escrito”. Ele precisa ser escaneável, estruturado, útil e otimizado para a web.

É uma mistura de clareza, intenção e técnica.

O que eu aprendi com o tempo:

  • Um bom texto para blog precisa ser escaneável: parágrafos curtos, intertítulos objetivos, listas sempre que possível.
  • Títulos, subtítulos e frases curtas ajudam tanto o leitor quanto o Google.
  • A escrita precisa ser natural, mas estratégica, e aqui entra o SEO: você precisa escolher bem as palavras-chave, entender o que as pessoas estão buscando e entregar isso da forma mais útil possível.

Mas não adianta só escrever algo “legal” ou “interessante”. Seu conteúdo precisa responder a uma busca real. Ou seja, não é apenas sobre o que você quer dizer, mas sim o que as pessoas estão procurando e como elas querem consumir essa informação.

Também aprendi a importância de:

  • Usar hierarquia correta de títulos (H1, H2, H3…) para organizar bem o conteúdo.
  • Respeitar a intenção de busca (ex: quem pesquisa “como criar um blog gratuito” quer um passo a passo objetivo, não um texto reflexivo sobre liberdade de expressão).
  • Inserir links internos e externos de forma inteligente.
  • Entregar respostas rápidas logo no início do texto, sem enrolar.

Dica prática: estude o básico sobre escaneabilidade, SEO on-page, copywriting e intenção de busca. Não precisa virar especialista da noite para o dia, mas compreender essas técnicas desde o começo vai te economizar muito retrabalho depois. Escrever para blog é um mix de empatia com o leitor e estrutura pensada para buscadores. É sobre conectar pessoas a respostas, da melhor forma possível.

3. Teria mais paciência comigo mesma

No começo, eu achava que em três meses o blog já estaria “andando sozinho”, trazendo tráfego, rendendo alguma coisa e com tudo nos trilhos. Mas a realidade me mostrou o contrário: o crescimento de um blog é lento, construído com consistência e estratégia. Não existe atalho mágico. O que existe é trabalho contínuo, aprendizado e ajustes ao longo do caminho.

Durante um bom tempo, me comparei com blogs que já estavam no ar há anos, com equipe, tráfego alto, presença consolidada. E isso só me fez sentir insuficiente. A comparação constante me travava, gerava ansiedade e atrasava meu progresso. Hoje eu entendo que cada projeto tem seu ritmo, e se eu tivesse focado mais em mim mesma e no meu próprio crescimento, teria evoluído com mais leveza e constância.

Se eu pudesse dar um conselho sincero para mim mesma lá atrás, seria:

  • Respeite seu tempo de aprendizado. Todo mundo começa sem saber tudo e tá tudo bem.
  • Crie uma rotina sustentável, sem se sobrecarregar tentando “dar conta de tudo”.
  • Compare-se apenas com a sua versão de ontem, não com quem já está no capítulo 20 da jornada.

E tem mais: com o tempo, aprendi a filtrar muito o que eu escuto por aí, principalmente sobre resultados rápidos, fórmulas milagrosas e ganhos fáceis. A internet está cheia de promessas do tipo “ganhe dinheiro com blog em 30 dias” ou “publique 5 posts e tenha tráfego orgânico instantâneo”.

E a verdade? Não funciona assim.

Tem uma frase popular na internet que diz: “a vida não é um morango” e, de fato, não há resultado sem esforço, consistência e paciência. Não estou dizendo isso com tom de coach motivacional, mas com a mais pura verdade de quem vive isso todos os dias.

Blogar é um trabalho como qualquer outro: leva tempo, exige dedicação e entrega.

Ao mesmo tempo, não adianta se maltratar no processo. Se aperfeiçoe, sim. Seja crítico com o que precisa melhorar, claro. Mas não desista de você nem do seu projeto. Com persistência, uma hora o resultado começa a aparecer e quando vem, vale a pena.

Dica prática: crie metas realistas e possíveis dentro da sua rotina. Foque no progresso, não na perfeição. E celebre cada pequena conquista: o primeiro comentário, os primeiros 100 acessos orgânicos, entre outros. Ter paciência com o processo é o que vai manter seu blog vivo a longo prazo.

4. Pesquisaria mais antes de tomar qualquer decisão

No início, tomei muitas decisões por impulso.

Contratei uma plataforma que não estava alinhada com minhas expectativas, comprei plugins e ferramentas que nunca usei de verdade, segui conselhos aleatórios de fóruns e vídeos sem saber se aquilo fazia sentido para o meu tipo de blog.

Às vezes eu agia só porque “todo mundo estava fazendo assim”, sem analisar se aquilo realmente funcionava para mim.

Resultado? Perdi tempo, gastei dinheiro que poderia ter investido melhor e ainda fiquei com a sensação de estar sempre “remendando” o blog ao invés de construí-lo com solidez.

Com o tempo, aprendi que o entusiasmo de começar um blog precisa caminhar junto com a estratégia e a análise crítica. É natural querer resolver tudo rápido no começo, mas hoje entendo que tomar decisões sem entender os impactos pode gerar retrabalho e travar seu progresso a médio prazo.

Hoje, meu mantra é simples, mas poderoso:

  • Antes de instalar qualquer coisa, eu pesquiso.
  • Antes de seguir uma dica, eu avalio se ela faz sentido para a minha realidade.
  • Antes de mudar o rumo do blog, eu paro, analiso e reflito.

Entendi que o que funciona para um blog pode não funcionar para o outro. Existem nichos, contextos, objetivos e públicos completamente diferentes. Por isso, seguir uma “receita pronta” sem testar pode ser um erro.

Dica prática: faça do Google e do YouTube seus aliados, são ótimas fontes para aprender. Mas mais importante ainda: confie nos dados do seu próprio blog. Acesse o Google Search Console, acompanhe seu Google Analytics, observe quais conteúdos performam melhor, quais estratégias dão retorno, e vá ajustando com base nisso.

Não existe fórmula mágica universal. Existe observação, adaptação e melhoria contínua.

5. Levaria mais a sério o Core Web Vitals

No começo, eu mal sabia o que era Core Web Vitals e, sinceramente, achava que era uma daquelas “coisas técnicas” que só importavam para sites enormes ou desenvolvedores.

Mas hoje eu entendo: ignorar isso foi um erro que custou posicionamento e experiência do usuário.

O Core Web Vitals, para quem ainda está se familiarizando, é um conjunto de métricas definidas pelo Google que mede a experiência real do usuário em relação à velocidade, estabilidade e interatividade do seu site. Em outras palavras: é o Google dizendo, com dados, se seu blog está rápido, fluido e confortável de navegar.

No início, eu escolhi temas pesados, enchi o blog de plugins e não me preocupei com coisas como tempo de carregamento, atraso de resposta ou estabilidade de layout. O resultado foi um site lento, com notas ruins nas ferramentas do Google e, claro, queda nas posições do buscador.

Com o tempo, aprendi que um bom conteúdo sozinho não garante tráfego se a estrutura do site atrapalha a experiência. O Google quer entregar o melhor conteúdo, sim, mas também da forma mais rápida, limpa e acessível possível.

Hoje, dou muito mais atenção a isso. Faço testes constantes com ferramentas como PageSpeed Insights e GTmetrix. Otimizei imagens, troquei de tema, repensei o uso de plugins e priorizei o que realmente agrega valor.

Se eu pudesse voltar no tempo, teria levado o Core Web Vitals a sério desde o primeiro dia.

Dica prática:

  • Use o Google PageSpeed Insights para entender como está seu blog nos principais indicadores: LCP (Largest Contentful Paint), FID (First Input Delay) e CLS (Cumulative Layout Shift).
  • Prefira temas otimizados para desempenho, evite excesso de plugins e otimize suas imagens antes de subir.
  • Um site mais rápido melhora a experiência do usuário, ajuda no SEO e aumenta o RPM no AdSense (já que melhora o tempo de permanência e a visibilidade dos anúncios).

Levar o Core Web Vitals a sério não é sobre perfeição técnica, mas sim sobre entregar o seu conteúdo com fluidez, rapidez e qualidade. E isso importa, cada vez mais.

Comece simples, mas comece com consciência

Se eu pudesse resumir tudo o que aprendi nessa jornada como blogueira em uma frase, seria: comece simples, mas comece com consciência.

Não precisa ter o layout perfeito, o post viral ou todas as ferramentas do mundo instaladas no primeiro mês. Mas é essencial saber onde está pisando, por que está fazendo isso e para quem está escrevendo.

Criar um blog é sim algo acessível, mas transformá-lo em um projeto sólido exige presença, estratégia e paciência. É uma construção diária. E como toda construção, o que garante durabilidade não é o beleza das paredes, é a fundação.

Se você está começando agora, tenha calma, se permita aprender e errar, mas faça isso com os olhos abertos. Estude, observe os dados do seu blog, ouça quem já trilhou esse caminho, mas filtre o que consome. Nem tudo o que brilha no digital é ouro, e muito do que funciona vem do simples bem feito, com consistência.

Você não precisa saber tudo para dar o primeiro passo. Mas precisa estar disposto a caminhar. Com consciência, com propósito e com um olhar atento ao que realmente importa: entregar valor de verdade para quem te lê.

Sobre a autora

  • Raquel_N_G - Copia

    Comecei minha jornada online do zero, sozinha, e com dedicação transformei meu blog em minha fonte de renda principal há dois anos. Minha paixão é compartilhar tudo que aprendi e continuo aprendendo, oferecendo experiências reais e dicas práticas para te ajudar a construir seu próprio projeto online, evitando erros e trilhando um caminho mais claro.

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